Passada uma semana, desde o evento onde a Apple nos deu o prazer de conhecer algumas poucas novidades do próximo sistema operacional, e analizando bem as imagens de divulgação, chego a alguns pensamentos quanto ao sistema e o futuro dos computadores da marca. Gostaria de expor minhas idéias e, se possível, obter respostas sobre o que vocês pensam. A empresa de Steve Jobs sempre esteve em mutação e à frente de seu tempo, depois desta última keynote percebi que tudo ficou mais claro, a Apple está prestes a nos presentear com a segunda revolução dos computadores pessoais e tudo começa com o MacBook Air.

Com os novos MacBooks Air a Apple está comprando briga com as fornecedoras de discos rígidos e SSDs SATA, mas por outro lado está revolucionando a forma que pensamos em um computador. Graças aos engenheiros da Maçã terem embutido memória para armazenamento baseada em flash diretamente na placa lógica do portátil, conseguiram criar um notebook mais rápido que os da linha pro, mesmo com menos poder de processamento e memória. E o que acontece quando você pega um notebook superfino e rápido como o MacBook Air e instala um sistema operacional como o Mac OS X Lion? Você ganha performance, praticidade e aplicativos que abrem (quase) instantâneamente.
Analizando as imagens de demonstração do novo sistema pude perceber que a Apple tirou as “luzes” de indicação de atividade dos apps do Dock do sistema. Primeiramente achei estranho, mas depois lembrei que no iOS não há luzinhas indicativas e que nele os apps funcionam de forma diferente e muito mais inteligente.

No iOS os aplicativos abertos não são mostrados ao usuário pelo sistema ficando somente na barra de taskswitcher. Talvez porque ficaria feio, talvez porque não há a necessidade do usuário comum se ater a isso. No iPhone quando você não está usando um aplicativo o sistema entende isso, salva o status do mesmo na partição privada e libera a memória RAM para o aplicativo em foco no momento. No Mac OS temos uma excelente implementação de memória virtual desde o lançamento do 10.0, entretanto vimos que a Apple está fazendo aprimoramentos no seu funcionamento para a versão 10.7.
Apesar de muito criticada, a implementação de tarefas em segundo plano trouxe uma inovação importante desenvolvida pela Apple que provavelmente aparecerá no Mac OS X Lion de acordo com algumas promessas do evento Back to the Mac. No iOS 4 quando se reativa um processo que estava em background instantaneamente você retorna ao ponto em que parou, isso é o savestate e o OS X apesar do gerenciamento de memória virtual com o tempo ir priorizando os processos e retirando os não utilizados da memória RAM, não existe uma maneira de salvar o estado, desligar o computador religá-lo e posteriormente voltar com o aplicativo no mesmo ponto. Com tal funcionalidade poderíamos fechar um alicativo, ao reabrirmos ele mostraria a exata tela em que o deixamos, automaticamente, acompanhando o funcionamento do iOS.
Com o savestate funcionando a metáfora do “instant-on” que vemos no iPad será realidade também no OSX. Imagine você ligando seu Mac do zero e em 15 segundos já estar trabalhando! Por isso foi divulgada a informação dos dias de espera no MacBook Air.
Em princípio isso pode parecer estranho, ou ruim para alguns, mas vejo uma enorme possibilidade disso tornar-se real e ajudar muita gente. Mas tem um porém, isso funcionaria muito bem nas novas máquinas com memória flash integrada à placa lógica, ou as que vieram com SSD e que podem fazer jus ao chamado “instant on” e ao que eu chamo de “instant open”.
Fica a dica para quem pensa em comprar um Mac portátil agora, espere mais alguns meses pois a Apple em janeiro poderá lançar MacBooks com memórias flash como única forma de armazenamento dados, como uma opção na hora da compra, ou auxiliar, lado a lado com HDDs. A forma que usamos nossos computadores está sofrendo mudanças, mudanças boas, se você pretende investir em uma nova máquina aguarde mais um pouco, ou opte pelo MacBook Air, o pioneiro que já está disponível para compra.






