Isso aqui é uma coluna, ok? Só comentando.
Fanatismo (do francês ”fanatisme”) é o estado psicológico de fervor excessivo, irracional e persistente por qualquer coisa ou tema, historicamente associado a motivações de natureza religiosa ou política. É extremamente freqüente em paranóides, cuja apaixonada adesão a uma causa pode avizinhar-se do delírio.
Em Psicologia, os fanáticos são descritos como indivíduos dotados das seguintes características:
- 1. Agressividade;
- 2. Preconceitos vários;
- 3. Estreiteza mental;
- 4. Extrema credulidade quanto ao próprio sistema, com incredulidade total quanto a sistemas contrários;
- 5. Ódio;
- 6. Sistema subjetivo de valores;
- 7. Intenso individualismo;
- 8. Demóra excessivamente prolongada em determinada situação/circunstância.
Steve Jobs faleceu há 20 dias e, desde então, só se fala disso. Algo compreensível, visto que homenageiam Mamonas Assasinas há 15 anos. Mas não é exatamente disso que vamos falar hoje…
Antes de conhecer os donos deste blog, não sabia que tantas pessoas se achavam superiores por ter uma maçã desenhada atrás do computador. É impressionante como uma marca, ao revolucionar o mercado, dá um falso poder aos consumidores. Hoje temos de fotógrafos de Instagram à DJs de iPod. Facilidade, ok, mas tudo tem limite!
E quem não tem maçã, fica como? Ah, é como se fosse um leproso. Ou melhor… era!
Depois da morte de Jobs, as MacFags – como gosto de chamar, se dividiram em subcategorias. A maioria, os viúvos, considera sua dor maior que tudo o que já existiu e os que não compartilham o luto são tratados como ignorantes. Eles só esquecem da parte mais importante disso tudo: são só produtos. Não é como a maçonaria, onde só entram os escolhidos. Qualquer pessoa pode comprar um produto da Apple!
No dia 06 de outubro só se falava de Steve, Apple, iPhone… Era esperado que todos os meios de comunicação só falassem disso também. Esperado pelos fãs, claro. Eu sabia que o destaque para o assunto não seria tanto, fora da internet (e das publicações especializadas). Jobs era sim popular, mas não como a Xuxa, no Brasil. Podem chamar de fútil (se souberem o real significado disso, não chamarão!), mas existem coisas muito mais importantes e pessoas muito mais carismáticas.
Em vez de luto, a mídia notíciou o que as MacFags consideraram o maior desrespeito com seu deus: O luto da Mulher Maçã.
Aí eu vi o que era o “Think Different”, que todos tanto falam. Pensar diferente é pensar igual aos outros: achar que só os escolhidos, nascidos em berço de ouro, podem ser fãs da Apple e de Jobs. O que vocês viram como desrespeito foi, pra mim, uma das manifestações mais inteligentes sobre o falecimento. Me tornei fã da Gracy Kelly e antes de escrever esse texto, resolvi conhece-la melhor. Segui a Mulher Maçã no twitter e pedi para conversar. Ela me atendeu super bem e foi atenciosa de uma forma que, após conviver com muitos fãs da Apple, por conta desse blog, me surpreendeu.
Dona de um iPhone 3gs e sonhando em comprar um iPad e um iPhone 4S, Gracy contou que gosta bastante da rapidez dos produtos da Apple e, é claro, da facilidade proporcionada pelo GPS que o celular possui. “Foi uma perda irreparável”, comentou sobre a morte do CEO. Percebi que ali estava uma fã nada convencional.
Quando comentei com alguns amigos que falei com a Maçã e publicaria nesse blog, eles ficaram chocados. Parece que para ser fã da empresa ou dos produtos, você precisa ser designer, programador, rico ou se considerar uma dessas coisas. Não é bem assim e a Gracy, que foi mais esperta que todos vocês juntos para se colocar na mídia nos dias de hoje, é o maior exemplo de “Think Different”.
Existem dois produtos que não estão disponíveis na Apple Store: educação e talento.






