Opinião
Opinião

Microsoft Surface, por Luciano Hilton

5

Olá AppleAddicteds, hoje temos mais um post especial pra vocês. Este, quem enviou foi nosso amigo Luciano Hilton (irmão da Paris, só que não) do Infológico. Ele fala sobre o Microsoft Surface, o tablet da Microsoft. Bem, vou parar de enrolar…

Anunciado há pouco tempo, o tablet da Microsoft, grande empresa do ramo de softwares, chamou a atenção da mídia mundial, já sendo considerado o principal – senão o único – concorrente à altura do iPad, fabricado pela rival Apple. O mais estranho de tudo, é que o Surface arrancou suspiros da platéia que assistiu à sua apresentação sem sequer mencionar itens importantes como capacidade de processamento, gráfico ou memória RAM.

De fato, o grande diferencial do tablet da Microsoft está no seu conceito inovador: pela primeira vez podemos dizer que, finalmente, um tablet pode ser equiparado a um computador, pelo simples motivo do Surface ser, em verdade, um PC portátil.

É claro que os demais aspectos que compõem o Surface são igualmente dignos de nota como o design e acabamento em magnésio, garantindo maior durabilidade ao aparelho; a existência de varias portas essenciais como USB, entrada para cartão micro SD e saída hdmi; e a capa magnética — essa sim realmente “Smart” — contendo teclado e trackpad, responsável pela principal e grande transformação do aparelho.

Seria então o Surface, em ultima instância, um netbook? Sim, só que aprimorado. O Surface é tudo aquilo que a indústria e os usuários esperavam que os netbooks fossem um ano atrás, mas sem sucesso.

Os mini notebooks eram pequenos não só no tamanho, mas nos demais aspectos, acabando por causar mais irritação que alegria. Motivos como a falta de performance de processamento, pouco espaço de armazenamento interno e duração de bateria muito limitada em relação ao uso comum, eram os campeões de reclamação. Problemas esses que muito provavelmente serão enfrentados de maneira satisfatória pela Microsoft, tomando por base a configuração dos tablets de médio porte dos dias atuais.

Entretanto, tais considerações acabam por se tornar menos importantes quando o verdadeiro destaque do Surface é revelado: o Windows, que torna tudo mais interessante. É claro que estamos nos referindo ao Windows 8, o primeiro sistema operacional a ser compatível com computadores, notebooks em geral e tablets, tudo ao mesmo tempo.

Diferente do iOS que, apesar de ser baseado no OS X, não se aproxima da versão de computador do sistema operacional, tornando-se uma outra coisa — eficiente, é claro — mas ainda sim, uma outra coisa.

Em contraponto, o Surface já nasceu “PC” e é isso que ele trás de tão novo para o mercado, pois acaba por inaugurar um novo estilo de tablet. A segunda versão do Surface denominada “Pro” promete declarar guerra a uma outra categoria, a dos ultrabooks, uma vez que o novo aparelho virá com processador da família Ivy Bridge da Intel, tornando-se um concorrente de peso, afinal, ele conseguirá aliar o triângulo desempenho, portabilidade e facilidade de uso de maneira eficiente, algo ainda complicado de se realizar nos dias atuais.

Se essa nova geração vai tomar o lugar dos ultrabooks, é uma outra história, e tal questionamento só poderá ser respondido após a chegada do tablet ao mercado. Além do mais, há a questão do preço do produto, o que pode mudar todo o jogo. Só podemos adiantar que essa disputa será no mínimo interessante para nós, consumidores e entusiastas da tecnologia.

Pode ser do seu interesse:
Recomende para seus amigos:
Assuntos desse post:
Que tal esses artigos?
Seja um post simples, uma opinião ou resenha, o AppleAddicted também abre um espaço para você leitor compartilhar suas idéias e pitacos sobre o mundo mágico da Apple. Entre em contato conosco e envie o seu!
Ele escreveu já 6 artigos no blog, leia todos aqui.
  • http://www.facebook.com/paulonunesjr Paulo Nunes

    Não concordo com algumas coisas:

    1. A alfinetada que o autor deu na Smart Cover da Apple: “essa sim realmente smart”, se referindo à capa da Micrososft. Bom, o conceito de smart cover, presa por ímãs, foi criado pela Apple. Todos imitaram. É fácil pegar algo criado a partir de uma grande sacada de criatividade e de engenharia, onde o próprio iPad precisou ser desenvolvido pensando na integração com a capa, meter um teclado nela e dizer que “essa sim é smart”. Difícil é ser “smart” o bastante pra criar a capa; bola fora, colega.

    2. Os tablets – e por “tablets” eu me refiro ao iPad, que inaugurou efetivamente o segmento, sendo seguida de muito longe pelos concorrentes, que apenas tentam seguir as pegadas da Apple – não foram feitos pra serem netbooks nem computadores mais portáteis que os notebooks. Se os vão substituir, é outra história, mas se falam em era “pós-pc” é porque o iPad introduziu um novo modelo de computação pessoal, e não somente tentou adaptar um sistema de um computador pessoal pra um tablet. A Apple provou que não é necessário um gerenciador de arquivos (entre outras coisas que caraterizam a interface de computador desktop ou laptop) para que você consuma e produza conteúdo de uma forma fácil, rápida e portátil, abrindo ainda caminho para formas de interação com a computação pessoal que não existiam antes do iPad. E isso foi tão revolucionário e acertado que agora a Apple está afinando a sintonia dos seus sistemas móveis e desktop trazendo elementos do iOS para o Mac OS, quer dizer, além do iOS efetivamente ameaçar o modelo “PC” de computação, ele está fazendo este modelo incorporar os seus elementos para ganhar sobrevida. E a prova disso é que o PC está em queda livre, o iOS subindo, e os computadores da Apple os únicos que crescem no mercado. Então, o Surface ter “nascido ‘PC’” não traz nada de novo ao mercado, traz sim algo de velho, representando um retrocesso e estando fadado ao fracasso a menos que o Windows 8 faça o que veio pra fazer: ser menos PC do que as gerações anteriores.

    Já não é de hoje que a Microsoft tenta enfiar o Windows à força num aparelho touchscreen, sempre com resultados decepcionantes. Não me surpreenderia se o Surface fosse mais um equívoco.

  • http://www.facebook.com/henscosta Henrique Costa

    Não sei se a proximidade do Surface com um computador faz dele um grande concorrente do iPad. É o maior atrativo dele? Sim. Mas é o que faltava no iPad? Não.
    Não podemos nos esquecer que a principal proposta da Apple ao apresentar o iPad era o de oferecer um dispositivo que fosse melhor para trabalhar que um smartphone, mas que não fosse tão complexo quanto um notebook. Não se trata apenas de peso, mas de complexidade.
    Acho que o Surface vai atingir outra parcela do mercado: aquela que procurava um dispositivo leve e prático como um tablet, mas não podia abrir mão dos recursos de um notebook.
    Além do mais, não acho que é o Surface que está ficando mais parecido com um PC, mas o contrário. O Windows 8 se assemelha bastante com os OS móveis. Simplicidade e praticidade com um design limpo, rápido e agradável são as principais características de um tablet e podemos perceber essa fórmula no Windows 8. Até o Mac OS está ficando mais parecido com o iPad.
    A diferença é o objetivo de cada um: o iPad é uma extensão simples do seu desktop para realizar tarefas de forma objetiva, enquanto o Surface é o seu desktop reduzido. Cada produto vai agradar a uma parcela diferente de consumidores; não concorrer pelos mesmos.

    • Guilherme_William

      É o que acho, não se pode qualificar um Surface como tablet, a opinião do post fala isso.

  • Pingback: News

  • http://www.facebook.com/paulonunesjr Paulo Nunes

    Não concordo com algumas coisas:

    1. A alfinetada que o autor deu na Smart Cover da Apple: “essa sim realmente smart”, se referindo à capa da Micrososft. Bom, o fundamental do conceito de smart cover, presa por ímãs, foi criado pela Apple. Todos imitaram. É fácil pegar algo criado a partir de uma grande sacada de criatividade e de engenharia, onde o próprio iPad precisou ser desenvolvido pensando na integração com a capa, meter um teclado nela e dizer que “essa sim é smart”. Difícil é ser “smart” o bastante pra criar a capa, a partir desta sacada, qualquer um pode incorporar o que quiser nela e não vai ser grande novidade; bola fora, colega (depois que escrevi este comentário ainda descobri que a Microsoft paga por licenciamento de patentes à Apple para usar este conceito de smart cover).

    2. Os tablets – e por “tablets” eu me refiro ao iPad, que inaugurou efetivamente o segmento (antes dela, todos falharam em popularizar o formato), sendo seguida de muito longe pelos concorrentes, que apenas tentam seguir as pegadas da Apple – não foram feitos pra serem netbooks nem computadores mais portáteis que os notebooks. Se os vão substituir, é outra história, mas se falam em era “pós-pc” é porque o iPad introduziu um novo modelo de computação pessoal, e não somente tentou adaptar um sistema de um computador pessoal pra um tablet. A Apple provou que não é necessário um gerenciador de arquivos (entre outras coisas que caraterizam a interface de computador desktop ou laptop) para que você consuma e produza conteúdo de uma forma fácil, rápida e portátil, abrindo ainda caminho para formas de interação com a computação pessoal que não existiam antes do iPad. E isso foi tão revolucionário e acertado que agora a Apple está afinando a sintonia dos seus sistemas móveis e desktop trazendo elementos do iOS para o Mac OS, quer dizer, além do iOS efetivamente ameaçar o modelo “PC” de computação, ele está fazendo este modelo incorporar os seus elementos para ganhar sobrevida. E a prova disso é que o PC está em queda livre, o iOS subindo, e os computadores da Apple os únicos que crescem no mercado. Então, o Surface ter “nascido ‘PC’” não traz nada de novo ao mercado, traz sim algo de velho, representando um retrocesso e estando fadado ao fracasso a menos que o Windows 8 faça o que veio pra fazer: ser menos PC do que as gerações anteriores.

    Já não é de hoje que a Microsoft tenta enfiar o Windows à força num aparelho touchscreen, sempre com resultados decepcionantes. Não me surpreenderia se o Surface fosse mais um equívoco.